Com materiais sustentáveis, novo centro aquático abre suas portas em Halsskov

Halsskov, em Korsør, é o novo lar do mais novo centro aquático dinamarquês. O destaque, a partir de agora, será nos recordes esportivos quebrados – mas desde seu projeto, o que chama atenção mesmo, é o desenho do ginásio. Composto por três containers empilhados, pintados em um tom vibrante do amarelo, Mette Lund Traberg e Troels Holm, da Sweco Architects, assinam a obra e entregam: o objetivo do projeto é enfatizar o caráter rústico do local, tanto na seleção de novos materiais, como na reciclagem de produtos.

Os poços de concreto foram expostos, ainda que fragmentos originais do porto tenham sido preservados. A criação segue uma tendência internacional crescente –  como a moderna estação de surf na República Tcheca, e uma estação de ski na Geórgia -, que trabalha containers, cuja função de transportar os mais diferentes materiais ao redor do mundo, foi aposentada.

O exclusivo design da torre de mergulho permite aos usuários saltar de alturas de quatro, oito e onze metros de altura. A cor chamativa, pode ser vista desde a Great Belt Bridge, nas proximidades, e dá um charme a mais no horizonte da cidade. Ainda, o projeto possui uma parede de escalada no lado de fora do cais, com acesso ao centro através de escadas, rampas e plataformas flutuantes. Também, o local inclui três campos de vôlei de praia e handball e um prédio com vestiários, e chuveiros ao ar livre, para quem não quer perder nenhum minuto da estonteante vista durante o verão. Visitar essa atração única é fácil: não apenas é gratuito, como também está aberta ao público durante o ano todo.

“O projeto se inspira na história da região: antes da construção da Great Belt Bridge, Halsskov serviu como um porto e conexão entre Sjaelland e o restante do país. Depois que a ponte se abriu e o terminal fechou, quase todos os resquícios de sua antiga função foram demolidas e o espaço ficou vago durante muitos anos. Quando percebeu-se o grande potencial nas estruturas remanescentes, era mais do que necessário chamar atenção para sua história, adaptando nosso design para preservar o contexto”, disse Troels Holm à Lonely Planet Travel News.


Os novos decks de madeira foram criados a partir de material de segunda mão serrado, enquanto o edifício e suas instalações foram cobertos com madeira termicamente tratada, originária de silvicultura – sustentável, claro -, não apenas por fatores sustentáveis, a escolha foi feita pelo fato do material demandar manutenções mínimas; enquanto a iluminação de LED garante o uso quando o sol se põe.

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